a Melhor Postagem já recebida para ir na Beatlemania Experience, muito bom.................

Eu e a Beatlemania por  Antonio Carlos Barbosa Caldas




Meu primeiro contato com os Beatles ocorreu quando tinha 14 anos. Morava na cidade do Rio de Janeiro e havia ganho uma pequena vitrola portátil, porém não tinha nenhum disco para tocar nela.
Meus pais me levaram, juntamente com meu irmão mais velho, Luiz, ao centro da cidade e passamos por uma loja de discos próxima a Rua da Alfândega.
Foi lá que vi uns compactos simples coloridos, isso mesmo, compactos, de uma banda chamada Beatles (imagem abaixo).














Foi amor à primeira vista. A cada audição, meu interesse pela banda aumentava e a vontade de completar os 26 discos era imensa. Eu e meu irmão nos revezávamos na compra dos compactos, pois não tínhamos renda fixa na época e cada aquisição era comemorada como uma final de copa do mundo.
Lembro-me bem de que alguns dos compactos adquiridos foram bem difíceis de encontrar. Rodava todas as lojas de discos de Copacabana, bairro onde morava, ansioso por encontrar a peça que faltava para finalmente completar a nossa coleção.
A alegria de cada aquisição só não era maior do que o prazer de ouvir cada nova música no pequeno aparelho.
O amor e a admiração pela banda só fizeram aumentar com o tempo. Confesso que ao longo dos anos, descobri e curti novos artistas e bandas, ouvi muita música, fui em muitos shows, mas o lugar dos Fab Four em minha vida está intacto.
Agradeço todos os dias a oportunidade de ter sido iniciado na música por esses maravilhosos compactos, de 45RPM, coloridos, com uns “besouros” na contra-capa e que me ajudaram a ser quem sou, com toda certeza.
Com o tempo, me tornei um colecionador de itens modesto, mas que comemora cada aquisição com muita alegria, curtindo cada novo item como uma criança comemora a chegada de um novo brinquedo.
Quem me conhece sabe do meu amor pela banda, compartilha tudo comigo, me mantém informado, enfim, divide comigo essa imensa alegria que é ter alguma coisa boa como referência.
E é essa referência que eu tenho tentado passar aos mais jovens, sem imposição nem fanatismo, apenas dividindo e compartilhando o amor pela banda e mostrando a influência que teve sobre a cultura pop mundial nos últimos cinquenta anos.
E quando digo dividir, digo dividir mesmo, pois aprendi a exercitar o espírito de colaboração, dividindo alguns itens com jovens colecionadores iniciantes, pois sei o quanto é importante ter apoio quando se inicia o amor por alguma coisa. O sorriso e a alegria de ver uma memorabilia sendo iniciada realmente não há dinheiro no mundo que pague.
Hoje tenho esposa e filhos, que dividem harmoniosamente comigo essa paixão pela banda, reconhecendo a sua importância no cenário musical e social há tantos anos.
A boa notícia é que apesar dos 38 anos passados, conseguimos preservar os disquinhos, pois eles são e serão sempre a prova do início desse amor.

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